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SAÚDE
Brasil registra menor número de casos de malária em quase 50 anos

Data da notícia: 2026-08-19 10:24:14
Foto: Assessoria/Divulgação
Medicamento em dose única usado desde 2024 previne novas manifestações da doença

Redução de mortes causadas pela doença foi de 30% em 2025. Dados refletem o início da oferta de tafenoquina no SUS, medicamento que previne novas manifestações da malária
O Brasil registrou 118.037 casos de malária contraídos no território nacional em 2025, 15% a menos que em 2024 e o menor número desde 1978. As mortes causadas pela doença registraram redução de 30% e, nos casos da forma mais grave, a queda foi de 30,7%. As mortes passaram de 56, em 2024, para 39 em 2025. Os dados refletem o início da oferta da tafenoquina no Sistema Único de Saúde (SUS), medicamento em dose única usado a partir de 2024 para prevenir novas manifestações da malária, além da ampliação do diagnóstico, da oferta de testes e do tratamento adequado.

Os resultados foram apresentados, na segunda-feira (17) , durante o 61° Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical (MedTrop), em Brasília, pelo Ministério da Saúde.

O evento reuniu profissionais e pesquisadores para discutir doenças tropicais, entre elas, a malária. Foram abordadas ainda as metas do Brasil Saudável, que prevê eliminar ou reduzir doenças e infecções de transmissão vertical até 2030, incluindo a malária.

Tratamento

Entre os principais avanços nos tratamentos disponíveis no SUS está a tafenoquina. Administrado em dose única, o medicamento tem ação prolongada e ajuda a evitar que a doença volte a se manifestar. Mais de 33,7 mil pessoas já utilizaram o medicamento até junho de 2026. Desse total, 3.920 tratamentos foram registrados em Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Diferentemente de outras infecções, a malária causada pelo tipo mais comum pode voltar a se manifestar após o tratamento. Para enfrentar esse desafio, o SUS passou a contar com a tafenoquina, medicamento administrado em dose única que atua sobre a forma do parasita que permanece no fígado e pode provocar novos episódios da doença. A inovação simplifica o tratamento, amplia as possibilidades de adesão e contribui para reduzir as recaídas, especialmente em comunidades de difícil acesso, como as indígenas.

Formulação Pediátrica

Desde março de 2026, a tafenoquina também está disponível em uma formulação para crianças a partir de 2 anos e com peso mínimo de 10 quilos. Até junho, 1.446 crianças e adolescentes tinham recebido o tratamento no país. A formulação pediátrica está disponível em 54 municípios e 17 DSEIs. Mais de 2,4 mil profissionais de saúde foram capacitados para utilizar o medicamento.

Fonte: Com informações da Secom.imprensa@presidencia.gov.br




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