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PROPOSTA
Policiais fora das ruas é tema de campanha

Data da notícia: 2026-07-14 19:07:09
Foto: Assessoria/Divulgação
O pré-candidato e senador afirmou que aproximadamente 600 agentes estão fora das ruas em vários municípios

O senador Marcos Rogério (PL) criticou a quantidade de policiais afastados da atividade-fim, em Rondônia, e afirmou que pretende colocar parte desse efetivo de volta às ruas caso seja eleito governador.

Em entrevista a um podcast, o pré-candidato disse que aproximadamente 600 agentes exercem outras funções enquanto municípios e distritos enfrentam dificuldades para manter o policiamento ostensivo. “Nós temos, hoje, quase 600 policiais em desvio de função, cumprindo outras tarefas.”

Marcos Rogério afirmou que seria possível remanejar imediatamente cerca de 300 policiais para a atividade operacional. Segundo ele, o estado possui aproximadamente 3 mil agentes na atividade-fim, mas a divisão por escalas deixaria uma média de apenas 700 policiais por turno para atender os 52 municípios e mais de 60 distritos.

O senador também citou Porto Velho, onde, de acordo com os números apresentados por ele, apenas dez viaturas estariam em circulação. “Eu consigo [...] pegar desses 600 policiais aqui e botar 300 policiais imediatamente nas ruas, na atividade-fim, para cuidar da população.”

Além do remanejamento, o pré-candidato defendeu a realização de concurso para contratar mil novos policiais. Ao comentar o impacto financeiro da medida, afirmou que será necessário abrir espaço nas contas públicas e declarou que o estado “colapsou o orçamento”.

Marcos Rogério disse conhecer os números da administração estadual e informou que técnicos já trabalham na análise orçamentária e na elaboração do plano de governo.

“O estado colapsou o orçamento. Então eu sei do que eu estou falando. Eu conheço os números.”
Durante a entrevista, o pré-candidato também reagiu às críticas de adversários que utilizam o fato de ele nunca ter comandado uma prefeitura ou ocupado um cargo no executivo.

Marcos Rogério argumentou que a experiência como prefeito não representa garantia de competência para administrar um estado e sustentou que governar exige liderança, capacidade de montar uma equipe, planejamento e coragem para tomar decisões.

“Não é o fato de ter sido prefeito ou não ter sido prefeito que vai determinar se vai ser um bom governante ou não.”

“Ter sido prefeito não é garantia de uma boa administração estadual”, afirmou o senador ao citar exemplos de gestores que chegaram aos governos depois de comandar municípios, mas não obtiveram bons resultados. Para ele, a tentativa de desqualificá-lo pela ausência de passagem pelo executivo é “argumento de quem não tem argumento”.


Fonte: Com informações do site Rondônia Dinâmica.




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