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POLÍTICA
Confúcio alerta para endividamento das famílias

Data da notícia: 2026-05-08 09:41:25
Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
Senador Confúcio Moura disse o brasileiro comum se mostrou despreparado para lidar com o sistema financeiro

O senador Confúcio Moura (MDB-RO), em pronunciamento, na quarta-feira (6), chamou a atenção para o crescimento do endividamento das famílias brasileiras e os desafios estruturais relacionados ao uso do crédito no país.

Ele citou o lançamento recente de programa de renegociação de dívidas pelo governo federal, o Desenrola 2.0, e destacou que a medida ocorre em um contexto de elevado comprometimento da renda das famílias.

“O crédito deixou de ser uma ferramenta eventual e passou a funcionar em muitos lares como complemento de renda. Quando isso acontece, deixamos de ter um problema individual e passamos a enfrentar um problema estrutural, e esse cenário tem consequências claras”, afirmou Confúcio Moura.

“Hoje, cerca de 30% da renda das famílias já está comprometida com dívidas, antes mesmo de começar o mês. E a inadimplência permanece elevada, próxima de 30%, revelando a dificuldade real para sair do ciclo do endividamento”, acrescentou.
O senador frisou que o avanço da inclusão bancária e das ferramentas digitais, como o uso de aplicativos e meios de pagamento instantâneo, trouxe facilidades, mas também evidenciou a falta de preparo da população para lidar com o sistema financeiro. Segundo ele, o crescimento do crédito acima da renda tem ampliado o comprometimento financeiro das famílias e impactado a economia.

“Os programas de renegociação são importantes, como esse lançado na terça-feira [5]. Medidas de alívio têm seu valor, mas é preciso reconhecer: estamos tratando o sintoma, enquanto a causa permanece intacta. Sem educação financeira, o problema não desaparece; ele apenas retorna. E retorna, muitas vezes, mais pesado. E esse não é um problema isolado. Ele atinge o comércio, desacelera a economia, aprofunda desigualdades e compromete o futuro de milhares de famílias”, avaliou o senador rondoniense.

O Desenrola 2.0 (ou “Novo Desenrola”), lançado em 4 de maio de 2026, é a segunda fase do programa do governo federal para renegociação de dívidas. Com foco na redução da inadimplência, ele oferece descontos de 30% a 90% em multas e juros e permite usar até 20% do saldo do FGTS para quitar débitos de pessoas físicas e pequenas empresas.

Fonte: Agência Senado




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