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POLÍTICA
Rocha exonera assessores do vice-governador

Data da notícia: 2026-04-10 09:34:39
Foto: Arquivo/Divulgação
Sérgio Gonçalves e Marcos Rocha durante a cerimônia de diplomação, em 2022, após a reeleição

O governador de Rondônia, Marcos Rocha (PSD), publicou, na quarta-feira (8), edição suplementar do Diário Oficial com a exoneração de nove assessores ligados diretamente ao gabinete do vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil).

As demissões atingem cargos de assessoramento do gabinete do vice-governador e aprofundam a crise política entre os dois políticos, em um movimento que esvazia a estrutura da vice-governadoria.

A medida ocorre no auge do rompimento político entre Marcos Rocha e Sérgio Gonçalves, conflito que se arrasta há meses. Em janeiro, o governador afirmou, publicamente, que não deixaria o cargo para disputar o Senado. Ele declarou que não confiava mais no vice, a quem chamou de “traidor”, sem detalhar a natureza da acusação. A permanência no governo impediu que o vice assumisse o comando do estado.

Em publicações recentes nas redes sociais, Sérgio Gonçalves negou a suposta traição, mas permanece sem atacar Marcos Rocha. Até o momento, não houve nenhuma resposta ofensiva pública, tentativa de desgaste público ou reação no mesmo tom.

Com a decisão de seguir no cargo até o fim do mandato, Marcos Rocha também alterou o cenário eleitoral do próprio grupo político e da família. A permanência dele inviabilizou movimentos eleitorais que vinham sendo atribuídos à secretária da Seas, Luana Rocha e ao diretor-geral do Detran, Sandro Rocha, ambos citados como nomes cogitados para a disputa de 2026. Luana, esposa de Rocha, tinha a pretensão de se candidatar a deputada federal, e Sandro, irmão, deputado estadual.

O conflito entre governador e vice remete a um episódio anterior da política de Rondônia. Em crises passadas entre titulares e seus vices, houve também a retirada da estrutura administrativa e disputa judicial em torno do funcionamento da vice-governadoria, como ocorreu no rompimento entre Ivo Cassol e a então vice-governadora Odaísa Fernandes (2003-2006).

Cassol mandou a chefia da Casa Militar recolher as chaves do carro oficial da então vice-governadora, que reverteu a decisão na justiça. Na composição para reeleição, Odaísa foi substituída pelo empresário João Cahulla.

Fonte: site Tudorondonia




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