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JI-PARANÁ
Dengue sorotipo 3 volta a circular e acende alerta

Data da notícia: 2026-02-20 18:37:01
Foto: Assessoria/Divulgação
A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti e pode causar dores articulares prolongadas

O sorotipo 3 da dengue (DENV-3), que não circulava no Brasil havia cerca de 17 anos, voltou a ser identificado, em 2024, e já está presente em Ji-Paraná desde 2025. A reintrodução acende um sinal de alerta porque grande parte da população nunca teve contato com esse sorotipo do vírus, ou seja, não tem imunidade.

A enfermeira e docente da Afya Ji-Paraná, Márcia Kades, explicou que a combinação pode favorecer novos surtos. “Como o sorotipo 3 ficou muitos anos sem circular, a maioria das pessoas não tem proteção contra ele. Isso aumenta o risco do crescimento de casos, bem como de mais gravidade”, afirmou.

A dengue tem quatro tipos diferentes de vírus (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). Ter dengue uma vez não impede que a pessoa tenha novamente, pelo contrário: uma segunda infecção pode ser mais grave. “Estudos mostram que, após a segunda infecção por qualquer tipo de dengue, o risco de complicações aumenta. Os sorotipos 2 e 3 costumam estar ligados a quadros mais severos”, explicou Márcia Kades.


Sintomas

Os sintomas iniciais são conhecidos: febre alta, dor no corpo e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. Mas alguns sinais indicam gravidade e exigem atendimento imediato: dor abdominal forte e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (nariz, gengiva), tontura ou desmaio e muito cansaço ou sonolência.


Tratamento


Ainda não há medicamento que combata diretamente o vírus da dengue. O tratamento é feito com hidratação e acompanhamento médico. “O principal cuidado é manter hidratação adequada e procurar atendimento ao perceber sinais de alerta. O acompanhamento correto evita complicações”, orientou a enfermeira.

O diagnóstico pode incluir exame de sangue (como hemograma para avaliar plaquetas) e testes específicos para identificar o vírus.


Combate

A principal forma da população ajudar a combater a dengue continua sendo eliminar água parada: esvaziar recipientes que acumulam água, manter caixas d’água bem fechadas, limpar calhas e descartar corretamente lixo e entulho.

Ji-Paraná organiza mutirões de limpeza nos dias 21 e 28 de fevereiro, começando pelos bairros prioritários. “Sem eliminar os criadouros, não conseguiremos controlar a doença. A participação da população é essencial”, reforçou a docente.


Vacina

Desde 2023, o Ministério da Saúde oferece vacina contra a dengue para adolescentes de 10 a 14 anos nas unidades básicas de saúde (UBSs). Mesmo assim, a adesão ainda é considerada baixa. Recentemente, houve ampliação da estratégia com inclusão de profissionais de saúde como público prioritário, com previsão de expansão para pessoas de 15 a 59 anos no segundo semestre. “A vacina ajuda a reduzir casos graves. É importante que o público indicado procure as UBSs”, destaca Márcia.

Além da dengue, Ji-Paraná registrou aumento de casos de chikungunya em 2025. A doença também é transmitida pelo Aedes aegypti e pode causar dores articulares prolongadas. O cenário reforça o alerta: com o retorno do sorotipo 3, período chuvoso e aumento das arboviroses, a prevenção precisa ser prioridade coletiva.

Fonte: Assessoria de Imprensa | Afya




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