Jornal Correio Popular


NOVA COLINA
Povos Gavião e Arara recebem 37 mil mudas de café clonal

Data da notícia: 2022-02-24 18:36:50
Foto: Assessoria/Divulgação
Lideranças indígenas cadastradas no programa “Plante Mais” receberam as mudas de café

Agricultores do Distrito de Nova Colina, no município de Ji-Paraná, receberam 95 mil mudas de café clonal para serem repassadas pela Entidade Autárquica de Assistência Técnica Extensão Rural (Emater). Deste total, 37 mil foram destinadas aos povos indígenas das etnias Arara e Gavião, cadastradas no programa estadual de fomento ao plantio de café do programa “Plante Mais”.

O interesse dos indígenas pela cafeicultura não é novo, mas tem crescido depois que alguns “parentes”, como os indígenas se tratam entre si, começaram a participar e ganhar prêmios no concurso Concafé. As mudas de café clonal foram entregues à Associação Payrap e Aldeia Yterap do povo Arara.

No período de 1990 a 2000, a Emater prestou assistência técnica aos povos Gavião e Arara. Nesta época, os técnicos Cláudio Rocha e Cleber Rodrigues incentivaram o resgate dos cultivos de milho tradicional indígena e outras culturas.

Também houve a introdução da psicultura e bovinocultura de leite. Devido a impedimentos burocráticos, esse trabalho foi interrompido, mas os indígenas nunca deixaram de procurar o escritório local da Emater de Nova Colina para o conhecimento de técnicas.

“Com a chegada das novas políticas públicas do governo de Rondônia, de incentivo ao cultivo do café com a distribuição de mudas oriundas de clones mais produtivos e resistentes, aos produtores rurais, os indígenas se interessaram e se cadastraram”, afirmou o técnico e gerente da Emater em Nova Colina, Alan Rodrigues.

Na quarta-feira (23), a Emater atendeu a comunidades indígenas do Vale do Mamoré. Na aldeia da Linha 10 B, do Ribeirão, zona rural do município, ocorreu uma capacitação e para preparar a comunidade e aldeias adjacentes. Os indígenas foram instruídos a criar uma associação ou cooperativa para que possam usufruir de benefícios que ajudem a melhorar a plantação.

Ailton Oro Waran Xen, técnico em agroecologia e residente na Linha 10 B, está otimista com o programa. “Tenho conhecimentos e quero ajudar minha comunidade que tem mais de 600 pessoas. Precisamos plantar para termos o nosso alimento e a nossa renda. Estou bastante otimista”, garantiu o indígena.

Elisaldo Oro Nao, morador da aldeia indígena Nova Esperança, situada na terrestre na Linha 12, em Nova Mamoré, se deslocou até o município de Guajará-Mirim para participar da reunião. “Com o apoio do governo, as famílias que residem na minha localidade vão conseguir ter uma fonte de renda, além de cuidar do solo”, admitiu.


Fonte: Secom


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