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ESPECIAL
Artistas premiados na Lei Aldir Blanc já estão executando as obras

Data da notícia: 2022-01-21 18:42:51
Foto: Vitoria Vilhena/Arquivo Pessoa
Foram escolhidos projetos de teatro, dança, música, cinema, literatura, artes visuais, artesãos e também trabalhadores da Cultura

A Prefeitura de Ji-Paraná, por meio da Fundação Cultural de Ji-Paraná (FCJP), divulgou a lista de projetos contemplados para captação de recursos por meio da Lei de Emergência Cultural (Lei Aldir Blanc). Ao todo, 49 inscrições foram contempladas e os projetos artísticos já podem ser executados e o investimento é de aproximadamente R$ 500 mil.

Segundo o presidente da FCJP, Paulo Sérgio Moura (Serginho), o edital foi lançado para realizar o repasse de recursos às iniciativas artísticas de todas as linhagens, como teatro, dança, música, cinema, literatura, artes visuais, artesãos e também trabalhadores da Cultura, como por exemplo professores de artes, técnicos de som e capoeiristas, por exemplo.

“O setor cultural foi um dos mais atingidos durante a pandemia, por conta dos fechamentos de espaços como teatros, casas de show e espaços para feiras de artesanato. A Lei Aldir Blanc surgiu como um socorro à classe artística neste momento de pandemia”, detalhou Serginho.

O recurso de R$ 500 mil foi pago no mês de dezembro e os artistas têm o prazo de até três meses para a execução dos projetos, que vão desde apresentações artísticas, lançamentos de livros, realização de cursos e oficinas e a filmagem de curtas-metragens.

Os aprovados também devem ficar atentos ao prazo para apresentação da prestação de contas e ao uso das marcas na divulgação dos projetos artísticos, conforme o Edital 007/2021 da Fundação Cultural.

“Toda a exibição dos projetos será de forma virtual, devido à pandemia, e o material produzido será entregue à FCJP, em formato de vídeo, que será disponibilizado nas plataformas digitais da Fundação de forma gratuita”, afirmou o presidente.

O recurso foi dividido em 40 prêmios de R$ 12.287,00 cada, para projetos de artes cênicas, cinema e música; dois prêmios de R$ 5 mil para obras de literatura e outras sete premiações de R$ 1.900 para artesanatos e trabalhadores culturais.


Andrea Rodrigues

A artista está realizando um projeto chamado ‘Amenizando despesas com garrafa pet’. “Gosto muito de reciclagem voltada para crianças na forma de brinquedos ou lembrancinhas para festas. Utilizar a garrafa pet, além de ser um material resistente, seu custo como matéria prima é zero”, diz. Para auxiliar na montagem das peças, Andrea usa outros materiais, como: EVA, fitas, lã e vários outros.


Carlos Reis

Reis está produzindo o documentário ‘Devoção - A Folia de Reis em Ji-Paraná’, roteirizado e dirigido por ele próprio, com imagens e entrevistas de foliões da Companhia de Santos Reis.

O projeto está na fase de captação de imagens, com fotografia e vídeo, e de coleta de entrevistas. O documentário, de 20 minutos, será lançado no dia 18 de fevereiro, às 20h, na plataforma Youtube, por meio do canal de Carlos Reis.


Vicente Neto

O projeto de Vicente Neto chama-se ‘Conceituando o Mergulho’ e tem como objetivo integrar suas habilidades fotográficas com os poemas de Carlos Reis e a atuação de Raísa Lua.

“Minha ideia é realizar fotografias com a modelo em cena, que retratem os poemas. Em outras palavras, pretendo fazer fotografias representando e traduzindo os poemas com fotos conceituais”, esclarece.


Cláudio Silveira

Cláudio Silveira vai mostrar que o grafite pode ser usado em Ji-Paraná para incentivar a arte em escolas e comunidades mais carentes por meio de campanhas educativas.

“Nos dias atuais esta arte é considerada uma nobre expressão de comunicação visual e vem sendo usada por grandes pintores, não só em fachadas comer-ciais mas também em telas por artistas plásticos dos mais variados estilos”, afirma Cláudio.


Dheymysson Bohre (Skiter)

Dheymysson Bohre (Skiter) está às voltas com a realização do documentário ‘Toninho e Skiter na Estrada’, de 35 minutos, que mostrará um dia da referida dupla, saindo de Ji-Paraná ao amanhecer e voltando de Espigão do Oeste, ao entardecer.

No caminho haverá seis paradas para compartilhar com o público composições inéditas inspiradas no gênero sertanejo de raiz. O produto cultural utilizará da língua de sinais (Libras) na edição final.


José Renildo Bomfim (Bahia)

Bahia está trabalhando para valorizar a cultura popular, por meio de um vídeo-registro, de 15 minutos, intitulado ‘Histórias de um Bastião’, protagonizado por ele próprio. Há 14 anos ele é Bastião da Companhia de Santos Reis de Ji-Paraná. O vídeo-registro incluirá relatos vivenciados pelo folião e no qual interagem o cidadão (Bahia) e o personagem (Bastião).


João Marcos

João idealizou o projeto ‘Arte com Propósito’ a partir da carreira de 15 anos enquanto músico profissional e compositor de músicas gravadas por artistas como Cristiano Araújo, Gabriel Diniz e Felipe Araújo. Ele também é vocalista do grupo Rosa do Norte.“Neste projeto apresentarei algumas canções inéditas de minha autoria, com comentários de um psicólogo para evidenciar o poder terapêutico da arte”, enfatiza.


Marcos Lock

O jornalista Marcos Lock inscreveu o projeto ‘Caras de Ji-Paraná - Retratos da história emocional da cidade-coração de RO’, com o qual pretende traçar um perfil étnico da formação do povo ji-paranaense com os recursos do fotojornalismo.

O produto final será um e-book, com 40 fotografias em preto e branco, legendadas e com textos informativos e reproduzidos em áudio-descrição, como alternativas de acessibilidade ao projeto artístico.


Solange Mandu

Com o projeto ‘A Boneca de Monteiro Lobato’, a artesão ji-paranaense Solange Mandu vai realizar uma oficina virtual de artesanato, para a confecção passo a passo da boneca Emília.

Ela vai ensinar também como reaproveitar tecidos para tornar a produção mais barata. Também serão abordados o uso do artesanato como fonte de renda familiar, além da historicidade da famosa boneca do Sítio do Pica-Pau Amarelo


Laura Lujan

Laura está participando com o projeto ‘Natureza: modelo fotográfica’, que se dispõe a criar um site com 40 fotos de aspectos naturais da cidade de Ji-Paraná.

“Além de ser uma galeria virtual, o intuito é levar os internautas a uma reflexão sobre o papel da fotografia enquanto linguagem estética e de visão de mundo”, explica.

O site também irá contar com pequenos textos em forma de poesia sobre o tema.


Thaísa Almeida

Thaísa Almeida está preparando a oficina ‘Arte Sacra Artesanal’ com o objetivo de ensinar de maneira simples técnicas de pintura e de customização de peças em gesso.

“Irei trabalhar com arte sacra e uma das peças será uma imagem de São Sebastião”, revela.

A oficina deverá acontecer no espaço do seu próprio ateliê, onde ela trabalha há mais de sete anos com arte sacra e artesanato em MDF.


Fonte: Marcos Lock


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