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Chegou 2022!

Data da notícia: 2021-12-30 18:35:21
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Tinha muitas expectativas ou mais do que isso, tinha muitos projetos para 2021. Neste ano, completei 30 anos de jornalismo. Queria comemorar esse ciclo com a publicação de alguns trabalhos que estavam na boca do forno há muitos anos. E também iniciar outros que incluísse, também, a literatura. Mas a pandemia que todos achavam que estava indo embora, veio com mais força.

Aos 57 anos e imunizado com a segunda dose da vacina contra a Covid-19 e pronto para a dose de reforço, já em janeiro, espero que 2022 me permita viver mais. Foram um ano e meio de trabalho remoto, ansiedades e muitas incertezas, que se juntaram à dor de sempre descobrir, nas redes sociais, que alguém conhecido ou um amigo havia partido. Foram dias difíceis que, aos poucos, vão se tornando mais leves, mesmo sem chegarmos ao fim.

E por falar em fim, nós conseguimos ir até o fim de 2021. Aliás, muitos de nós. Mas foi um ano para nunca se esquecer, justamente por ter ele ironizado o tempo e a amizade. Coisas que só o destino pode explicar. Quem diria que justamente por desejarmos um “Feliz Ano Novo” com aperto de mão, um abraço caloroso ou um beijo de felicidade, estaríamos encurtando a vida de tantos para apenas alguns meses do ano. Talvez por esquecimento ou mesmo por irresponsabilidade, fizemos mais do que dobrar o número de contaminados e mortes neste ano que termina.

A nosso favor, está a certeza que poderemos seguir em frente. E como isso se tornou importante para o resto de nossas vidas. Se antes tínhamos que considerar que nossos planos poderiam ser interrompidos a qualquer momento por algum fator que estivesse perto de nós, agora temos que considerar que um vírus (provavelmente) vindo de um morcego lá da China, e infectado um ser humano, pode fazer bem mais estragos. Hoje, a impressão que fica é que o mundo ficou pequeno demais.

A humanidade já passou por outros maus momentos antes, porém continuamos aqui conseguindo com nossa caminhada. Neste ponto, gostaria de lembrar o escritor José Saramago que ao refletir sobre a vida disse que “parecemos um bando de suicidas correndo na direção do futuro”.

Ninguém quer a eternidade. E mesmo aqueles que a desejam, bem sabem que jamais poderão tê-la. Senão consegui concretizar alguns projetos no passado, talvez seja por não ter me esforçado em anos anteriores.

Não quero culpar a pandemia por algo que só cabe a mim. E aos amigos próximos e distantes, vou desejar tudo que venho desejando sempre (quem me conhece sabe): saúde e paz.


Fonte: Jairo Ardull


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