Jornal Correio Popular



O que faremos no dia 15 de novembro?

Data da notícia: 2021-11-12 18:51:22
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Se no feriado de 7 de Setembro, dia para relembrar e comemorar a independência do Brasil de Portugal, pipocaram manifestações a favor e contra o governo país a fora, é de se esperar que em 15 de novembro, data da Proclamação da República do Brasil, mais protestos voltem a ocorrer, porém de forma mais moderada. Afinal, nenhum dos lados quer insurgir contra o movimento que aboliu a monarquia e estabeleceu a república em terras d’além mar. É sexta-feira (12) e ninguém fala sobre o assunto nas redes sociais.

Se em 7 de setembro faltaram desfiles nas ruas, em muitas cidades brasileiras tivemos uma verdadeira procissão de bobagens como de quem acreditava e acredita que o Brasil estaria sob risco de ser invadido por algum país comunista. Bem, aquele que teve tempo de sobra para sair de casa (de esquerda, direita, ou não) para extravasar sua indignação contra alguma coisa certa ou errada na política brasileira, cumpriu o seu papel. Claro que não faltaram pedidos para fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, obsessão de quem não precisa mendigar por uma cesta básica a cada semana.

Ainda que muitos reclamem, em países com regimes democráticos sólidos, manifestações e até mesmo protestos são muito bem recebidos. Para isso é preciso que os poderes estejam em harmonia e as instituições livres de ataques que ultrapassam os limites da liberdade de expressão. No último 7 de Setembro, todos vestiram verde e amarelo para expressar aquilo que queriam para o Brasil. Com mais um detalhe: retornaram com segurança. E a república, mesmo a conta-gotas, vem garantindo esse direito de expressão.

A Constituição Federal de 1988 conta com a premissa de que o poder emana do povo. Isso significa que a nação possui soberania popular, de maneira que elege os seus representantes. Como possui uma Constituição, o nosso Estado é um Estado Constitucional. Tudo isso é herança daquele nem tão distante 15 de novembro de 1889, quando passamos do regime monárquico para o republicano sem derramamento de sangue e sem disparar um tiro, ao menos, é isso que a história conta.

Espera-se, sim, alguma manifestação na próxima segunda-feira ao completarmos 132 anos de república. Ainda que seja apenas daqueles que, como eu, acreditam que não existe outro caminho a seguir que não seja o da democracia. Governos vêm e vão e isso deve ficar gravado na mente de todo cidadão. Sempre que abrimos mão de algum direito ou deixamos que ele seja retirado, isso afeta toda a nação. É preciso garantir o Estado Democrático de Direito. Aquele que, segundo os livros, “as leis são criadas pelo povo e em prol do povo por meio dos representantes eleitos”.

E para encerrar, após uma vida de muitos anos servindo ao Brasil, morreu no dia 19 de janeiro de 1958, 92 anos, o marechal Cândido Mariano Rondon. Ele teve uma participação discreta no movimento de Proclamação da República, porém nos anos que seguiram foi um grande defensor dessa organização política. Ainda em seu leito de morte, o marechal da paz se despediu deste mundo dizendo as seguintes palavras: “Viva a República. Viva a República”.



Fonte: Jairo Ardull


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