Jornal Correio Popular



Será que continuaremos os mesmos?

Data da notícia: 2021-10-22 18:54:53
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Entre as dezenas de postagens que li sobre a Covid-19, em quase dois anos de pandemia, uma me chamou atenção, e quero dividir essa reflexão com vocês. Com poucas palavras e boa dose de descrença, o texto dizia que nada mudaria depois que passasse a onda mundial de infecções, internações e mortes, causada pela doença. Sem explicar as razões do pensamento, o autor ou autora encerrou, tão breve quanto começou, afirmando que não acredita na humanidade.

O que poderia passar como mais um post perdido entre milhões, se levado a sério (aqui e agora), temos que nos preocupar com o futuro de quase 7,8 bilhões de habitantes do nosso planeta. O que pode parecer mais um alarde mundial, é uma sugestão para nossa autorreflexão. Mesmo desprovida de posicionamentos médicos, religiosos, econômicos ou políticos, ou quem sabe todos eles juntos, a mensagem de não mais acreditar na humanidade é repetida desde mundo é mundo, e, ao que parece, vai continuar atravessando gerações.

Se tomarmos como exemplo a apenas a pandemia iniciada em 2020, ainda que tenhamos chegado rápido à descoberta de uma vacina, e apenas essa atitude (em minha opinião) faz com que não percamos a fé em nossos semelhantes, a falta de consenso entre as nações, as opiniões contrárias dos governantes e a demora da população em acatar as medidas preventivas e enfrentamento, sem dúvida, ajudaram a elevar o número de mortes, que chega perto dos 5 milhões. Mas isso seria motivo para deixar de acreditar que, daqui pra frente, tudo pode ser diferente? Aos poucos, a vida vai voltando ao normal e, ao que tudo indica, seguindo para ser mais um fato trágico de nossa história.

E, aqui, trago uma contribuição que pode nos ajudar a repensar sobre a mudança ou a falta dela. O que a ocorrência de outras pandemias, catástrofes naturais e guerras mundiais contribuíram para que elas não se repetissem mais? Eu seria o dono da verdade se apontassem apenas uma razão, tampouco não perderia tempo em mencionar tudo que tiramos de bom e de ruim de todos os males que nos acometeram, desde que nos tornamos bípedes, começamos a pensar e a encontrar maneiras de sobreviver. Certamente, o autor daquele pensamento, lá do começo, não imaginava que eu pudesse ir tão longe.

Pois bem, foi pela necessidade de sobreviver ou da supremacia de uma raça que acabamos nos tornando eficientes predadores, seja de outras espécies ou de nós mesmos. Se, atualmente, vivemos em um ambiente civilizado, quando comparado ao nosso passado violento e de conquistas, amanhã poderemos ser julgados pela forma como agimos hoje, e assim caminha a humanidade. Claro que evoluímos em escala humanitária, social e econômica, e aprendemos com nossos erros. Contudo, voltamos a repeti-los cada vez mais. Por isso mesmo, ainda não conseguimos acreditar que somos capazes de acertar!


Fonte: Jairo Ardull


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