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ARQUIVO POPULAR
Caso Jabes Rabelo fez parte dos 30 anos do CP

Data da notícia: 2020-09-18 18:27:52
Foto: Divulgação
Jabes Rabelo perdeu o mandato por fornecer uma carteira de assessor parlamentar ao irmão; hoje o ex-deputado é empresário na cidade de Cacoal

No dia 25 de julho de 1991, o CP anunciava em sua manchete que o então deputado federal, Jabes Rabelo, poderia ser cassado, “uma vez que a CPI do Narcotráfico que investiga o envolvimento do deputado afirma que tem subsídios suficientes para requerer à Corregedoria Geral da Câmara [dos Deputados] permissão para convocar o parlamentar a ser processado e julgado pela justiça comum”.

Lembrava o CP naquela edição “A condenação de Jabes Rabelo, com apenas quatro meses de mandato, poderá sugerir a participação de outros parlamentares de Rondônia no tráfico de drogas e na composição de cartéis. O Mural que havia substituído o nome para Correio Popular, em alguns meses, já indicava o compromisso do jornal em adotar uma linha editorial independente e voltada para o interesse da comunidade.

Embora não seja função do jornalismo prever o futuro, tampouco distorcer informações, os acompanhamentos dos fatos indicavam que haveria desdobramentos do “Caso Jabes Rabelo” com respingos em parte da bancada rondoniense na Câmara dos Deputados.

No fatídico 7 de novembro de 1991, o deputado foi cassado por falta de decoro ao fornecer uma carteira falsa de assessor parlamentar ao irmão Abidiel Rabelo.Em 11 de julho de 1991, Abdiel foi preso transportando 554 quilos de cocaína pura, juntamente com comparsas. A Polícia Federal (PF) informou, na ocasião, que era a maior apreensão de cocaína até então ocorrida no Brasil.

O que já seria motivo de grande repercussão, ganhou ainda mais às manchetes nacionais pelo acusado ser irmão do deputado federal e ainda possuir a carteira de assessor parlamentar.

Por mais que afirmasse que desconhecia os “negócios” do irmão, em agosto, a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aceitou o pedido de suspensão da imunidade de Jabes Rabelo. Foi a primeira vez que a Câmara dos Deputados concedia uma licença para processar um parlamentar.

No caso da assinatura na carteira de assessor parlamentar, a CCJ aprovou o pedido de cassação do mandato por quebra de decoro. 270 deputados votaram a favor, e 150 foram contrários à cassação. Em maio de 1991, a deputada federal, Raquel Cândido, já havia acusado Jabes Rabelo por envolvimento no tráfico de drogas, sem apresentar provas.

Mas naquela legislatura (1991/94), as cassações de mandato ocorriam mais duas vezes, ambas noticiadas nas páginas do CP. Por suas denúncias envolverem também o deputado federal, Nobel Moura, Raquel Cândido foi agredida a socos, no plenário da Câmara dos Deputados, por Moura. A Câmara decidiu não puni-lo pela agressão à deputada. Mais tarde, tanto Nobel quanto Raquel perderiam os mandatos depois de se envolverem em nova série de denúncias.

Nobel Moura perdeu o mandato, em 15 de dezembro de 1993, mas por comprar e vender filiações partidárias. Raquel Cândido foi acusada de envolvimento na Máfia do Orçamento e retirada do cargo de deputada em 19 de abril de 1994 por desviar dinheiro público para o Instituto de Desenvolvimento Político e Social Eva Cândido, da própria parlamentar.


Fonte: Jairo Ardull


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