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Em 1995, Ji-Paraná ultrapassa os 100 mil habitantes

Data da notícia: 2020-08-28 18:23:15
Foto: Divulgação
No início da década de 80, a população ji-paranaense foi reduzida pela metade com a emancipação dos distritos de Ouro Preto do Oeste e Presidente Médici

No dia 27 de outubro de 1995, o CP trazia a manchete “Ji-Paraná já tem mais de 100 mil habitantes”, que segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos anos que seguiram, a população retraiu e se expandiu, quer seja por realização de censos demográficos, mas sempre mantendo a marca dos 100 mil moradores.

O que foi divulgado pelo IBGE, no ano de 1995, refletia, acima de tudo, a consolidação da cidade por seus aspectos e índices econômicos, com o fim do fluxo da grande migração para o ex-Território Federal de Rondônia. Em 1977, quando o município foi criado, a população não chegava a 50 mil habitantes.

Em 1964, treze anos antes, quando foi instalada a Paróquia São João Bosco, a primeira do Distrito (Vila) de Rondônia, a Prelazia de Porto Velho contava no local, 4500 almas. Esse número cresceu em mais de 1000%, em pouco mais de uma década, em função da forte corrente migratória dos anos 1970.

Isso foi possível graças à abertura (1960) da BR-29, hoje 364, que foi responsável pela vinda de milhares de pessoas para a região. Vem desta época a inclusão do substantivo vila. A partir de 1956, quando se trocou Guaporé por Rondônia, o distrito que apenas era chamado de Rondônia passou a ser nomeado de Vila de Rondônia para diferenciar a localidade do território.

Com a chegada dos anos 80, a leva de migrantes escolheu Ji-Paraná como ponto de partida para o sonho de conquistar as terras doadas pelo Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra). Um dos mais notórios migrantes desse período, foi o empresário supermercadista João Gonçalves Filho (rede Irmãos Gonçalves), que se estabeleceu em Ji-Paraná antes de receber um lote na futura cidade de Jaru.

Embora a década de 1980 tenha sido marcada por seguidos fracassos de planos econômicos do governo federal, ela também foi responsável pelo povoamento do recém criado estado, que em 21 de dezembro de 1981, deixava de se chamar Território Federal de Rondônia, como também por expelir parte daqueles que sonhavam em conseguir o pedaço de terra.

Também na década de 80, a população ji-paranaense foi reduzida pela metade com a emancipação de Ouro Preto do Oeste e Presidente Médici que haviam se tornado distritos de Ji-Paraná, em janeiro de 1978, foram emancipados em 16 de junho de 1981. Autoridades da época não anteviam que a formação dos distritos culminaria com eminente perda territorial.

A partir de 1990, o que se vê é a vocação de Ji-Paraná para se tornar a segunda cidade mais populosa de Rondônia. Com a redução do fluxo, nos anos seguintes, obras estruturantes e chegada da energia elétrica da Usina Hidroelétrica de Samuel, em 1994, consolidam a cidade.

A edição de 9 de janeiro de 2020 do CP, trouxe a informação que Ji-Paraná está entre os 20 melhores municípios para se viver do país e na primeira colocação dentre as cidades de Rondônia na avaliação da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que desde o ano de 2015, monitora aspectos econômicos e sociais de 5.471 municípios brasileiros. Hoje somos 130.969, de acordo com estimativa do mesmo IBGE.


Fonte: Jairo Ardull


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