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ARQUIVO POPULAR
Alargamento da ponte, duplicação da BR-364 e anel viário

Data da notícia: 2020-07-31 18:23:17
Foto: Divulgação
Alargamento da ponte do rio Machado começou em 2008 e foi concluída em 2015

O Arquivo Popular resgata três construções que transformaram Ji-Paraná e consolidaram o sistema rodoviário urbano. O alargamento da ponte do rio Machado, a duplicação da BR-364, no perímetro urbano da cidade, e a pavimentação do anel viário modernizaram a cidade e a distribuíram para melhorar o fluxo de veículos. O saldo dessas obras estruturantes acelerou o trânsito, ao mesmo tempo trouxe mais segurança a pedestres e motoristas.

Para que não se perca na memória, a ponte do rio Machado foi construída entre fevereiro de 1969 a novembro de 1972, para comportar um tráfego de uma BR-364 ainda de terra. Em 1985, houve a pavimentação da rodovia federal. Daí em diante, o fluxo aumentou a cada ano, puxado pelo crescimento da população e, principalmente, a passagem de veículos pesados.

Foram 36 anos para que a ponte do maior afluente do Rio Madeira fosse modificada. Em março de 2008, durante o segundo mandato do prefeito José de Abreu Bianco (2005/2008), começaram os trabalhos que contemplavam, já naquela época, a ampliação da infraestrutura urbana com a trindade: alargamento da ponte, duplicação da rodovia e término do anel viário.

A conclusão do alargamento estava prevista para janeiro de 2010, mas se arrastou até agosto de 2015, por entraves burocráticos e financeiros nas marginais, embora o tráfego estivesse liberado neste período.

Mais demorada foi a pavimentação do anel viário. Projetada a partir da administração do prefeito Jair Ramires (1993/96) e iniciada pelo prefeito Ildemar Kussler (1997/00), foram quase 30 anos para a completa cobertura asfáltica, em setembro de 2019.

Pelos antecedentes, a tão esperada duplicação de parte do perímetro urbano da rodovia poderia se tornar um transtorno ainda maior e durar mais anos, por envolver 6,5 km de pista (em dois sentidos) e a construção de um viaduto de 321 metros. Iniciados em períodos diferentes, ponte e anel viário, ambos os serviços noticiados pelo CP, traziam à memória do ji-paranaense, frustração e a espera por obras que pareciam se perder no tempo. A complexidade dos trabalhos indicava que a história poderia se repetir.

Em junho de 2012, começou a obra. O que era visto com desconfiança por parte dos moradores, com o passar dos meses, foi se modificando, vistos os esforços, mesmo na temporada de chuva. Trabalhadores e máquinas se revezavam em turnos para que a duplicação e o viaduto não fossem interrompidos. Prevaleceu o profissionalismo.

Em dezembro de 2012, era entregue aos moradores de Ji-Paraná e a todas as pessoas que viessem a trafegar pelos novos trechos da rodovia, a tão sonhada duplicação.

Em paralelo, as obras idealizadas para comportar o tráfego de uma Ji-Paraná que não parava de crescer, em vários momentos se perderam. Foi preciso muita negociação e união política para que elas fossem recolocadas nas pistas do poder. Um turista desavisado que se encantar com a dimensão do sistema viário local, terá a impressão da execução de um projeto único, feito sob medida para a cidade. Mas foi preciso muita espera e paciência para que tudo ficasse pronto.


Fonte: Jairo Ardull


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