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Quarta-feira, 08 / 07 / 2020
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FRAUDES
Operação investiga compra de materiais hospitalares

Data da notícia: 2020-06-10 18:36:05
Foto: Divulgação
Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e outros 15 de busca e apreensão

A Operação Dúctil foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta quarta-feira (10), com o objetivo de desarticular esquemas de fraudes, na compra emergencial de materiais e insumos médico-hospitalares relacionados ao enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) em Rondônia. Os valores das contratações investigadas passam dos R$ 21 milhões.

A operação é realizada em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU) e Ministério Público Federal (MPF). Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 3ª Vara da Justiça Federal de Rondônia.

Segundo a Polícia Federal, esses mandados são cumpridos em Porto Velho, São Miguel do Guaporé, Rolim de Moura, Manaus, Santo André (SP), São Bernardo do Campo (SP), São Caetano do Sul (SP) e Tabapuã (SP).

Os presos serão interrogados nas sedes da Polícia Federal locais. Os envolvidos no esquema podem responder por fraude a licitações, falsidade ideológica, associação criminosa, lavagem de dinheiro, entre outros crimes.

O governo de Rondônia informou, por meio de nota, que “os mandados de busca e apreensão realizados pela polícia, feitos na manhã de ontem [quarta-feira], ocorreram somente na Assessoria Técnica (Astec), na sede da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Não houve buscas no gabinete e residência do secretário titular da pasta [Fernando Máximo]. Todos os fatos estão sendo apurados e serão esclarecidos o quanto antes.”

As investigações apontaram indícios de apresentações de atestados de capacidade técnica falsos e da possível atuação de empresários, junto com agentes públicos da Sesau.

Após análise de processos licitatórios, foram constatados indícios de irregularidades nos procedimentos de homologação das propostas, ausência de representatividade legal de suposto representante comercial, bem como o pagamento adiantado de cerca de R$ 3 milhões de reais à empresa, sem apresentação de garantias suficientes para cobrir os riscos relacionados à entrega dos produtos.


Fonte: G1-RO


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