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REINSERÇÃO
Apenadas de Cacoal devem produzir 15 mil máscaras

Data da notícia: 2020-04-14 18:39:42
Foto: Assessoria/Divulgação
Para dar início ao processo, duas internas participaram de uma oficina na Penitenciária Regional Agenor Martins de Carvalho

Assim como ocorre em outras unidades prisionais de Rondônia, apenadas da Casa de Detenção de Cacoal estão empenhadas na produção de máscaras artesanais. Segundo o diretor geral da unidade, Gilberto Santos de Andrade, Elas serão destinadas, prioritariamente, para a área de segurança pública, como a Polícia Militar (PM), Polícia Civil, Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e para atendimento ao sistema prisional, por meio da Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), como forma de prevenção à propagação do novo coronavírus (Covid-19).

“Queremos também destinar parte da produção à população mais carente do município, em vulnerabilidade social, aos bairros mais periféricos”, explicou o diretor.

A ala feminina da Casa de Detenção de Cacoal conta com 16 internas, sendo que 12 delas estão trabalhando na confecção das máscaras. Para dar início ao processo, duas internas participaram de uma oficina intensiva de corte e costura no ateliê da Penitenciária Regional Agenor Martins de Carvalho, em Ji- Paraná, que também está envolvida na produção.

“Nós tínhamos, aqui na unidade, algumas máquinas de costura, mas ainda não estavam sendo utilizadas. Temos esse planejamento de montar um ateliê e, diante da pandemia pelo novo coronavírus e a necessidade de máscaras, nós conseguimos algumas doações e recursos, junto ao Tribunal de Justiça e Promotoria. Adquirimos insumos para a produção, enviamos duas internas para um curso intensivo na unidade prisional da comarca de Ji-Paraná, que replicaram todo o conhecimento adquirido às demais internas”, ressaltou Gilberto de Andrade.

As internas têm como meta, a produção de 15 mil máscaras. Para isso, contam com o apoio de servidores da casa de detenção e de voluntários.

”Elas estão firmes neste propósito, de atingir 15 mil máscaras confeccionadas. Nós preparamos um espaço especial para montar este ateliê, fizemos até uma reforma, uma pintura, preparamos todas as condições. Tivemos também o apoio do Ministério Público, que viabilizou algumas doações”, destacou Andrade.

O trabalho das internas teve início na última sexta-feira (10) e a expectativa é que a produção chegue a 500 máscaras confeccionadas por dia. Elas estão trabalhando das 7h às 11h e das 13h às 17h. Após a confecção, as máscaras são esterilizadas pelos profissionais de saúde da própria unidade prisional, embaladas e só então, encaminhadas para a doação.


Fonte: Secom


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