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SECA
Meteorologia: seca deve se manter por mais dias e requer cuidados

Data da notícia: 2019-09-15 10:04:48
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
A Defesa Civil pede cuidados especiais com crianças e idosos por causa da baixa umidade relativa do ar

O período de seca que acomete nas regiões central e Norte do Brasil não tem previsão para amenizar, segundo o Instituo Nacional de Meteorologia (Inmet). Há dois dias, na quinta-feira (12), a Defesa Civil do Distrito Federal declarou estado de emergência na capital, pela segunda vez, após dois dias consecutivos de umidade relativa abaixo do limite, fixado em 12%, mesma média que chegou a ser registrada em alguns locais de Rondônia.

A estimativa do Inmet é de que a temperatura continue alta na próxima semana. Em Rondônia, as máximas devem atingir até 41ºC durante a semana. Já a umidade não deve ter elevação significativa mas deve chegar a cerca de 30% em alguns locais, durante o dia.


Segundo o meteorologista Olívio Bahia, o calor e a seca deste ano não se devem a nenhum fator específico. Eles seriam resultado do que chama de “variabilidade anual”. O que já é uma massa de ar seco mais intensa na região central - que abrange Distrito Federal, Goiás, Tocantins, Centro-leste do Mato Grosso, Nordeste do Mato Grosso do Sul, Norte e Oeste de São Paulo e Centro-oeste da Bahia - está se prolongando e deve se manter por mais dias.

“Estava chovendo no hemisfério Sul e passa a chover no Norte neste período. O padrão de vento não traz umidade, e aí fica seco. É comum termos temperaturas elevadas no Brasil neste período, quando o sol está baixando no movimento aparente. O sol vem do hemisfério Norte, a gente tem muita radiação solar chegando e não tem nuvem, que serve como filtro”, explica o meteorologista do Inmet.

Esse fenômeno, entretanto, se manifesta de forma diferente em regiões e biomas distintos. Embora os dois sejam secos, Cerrado e Caatinga têm aspectos próprios, a exemplo da vegetação ou até mesmo da disponibilidade, bem menor no sertão do Nordeste. Olívio Bahia comenta que muitas vezes há confusão de também comparar as secas com outros locais do mundo, como o deserto, quando são situações bastante diferentes.

Impactos

Esse clima pode ter impactos importantes na saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) fixa como mínimo razoável o índice de 30% de umidade. A seca pode gerar baixa da pressão arterial, com sensação de cansaço.

Mas para o pneumologista e membro da Sociedade Brasileira de Pneumonia e Tisiologia (SBPT), Carlos Viegas, a maior preocupação deve ser com as doenças respiratórias. “Rinite, sinusite, pneumonia e outras enfermidades decorrentes do processo inflamatório nas vias aéreas são comuns. Além deste ar muito seco, temos presença de fumaça o que possibilita desenvolvimento de problemas alérgicos respiratórios”, ressalta Viegas.

Cuidados

Uma sugestão do médico para que as pessoas verifiquem se estão com a hidratação adequada é a observação da urina. Quanto mais próxima a coloração estiver da água, mais hidratada uma pessoa está. Já se a cor da urina estiver próxima de amarelada forte é importante reforçar o consumo de água ao longo do dia. A sugestão é beber, pelo menos, 3 litros de água por dia.

Segundo o subsecretário da Subsecretaria da Defesa Civil do DF, Coronel Sérgio Bezerra, para quem não costuma tomar muita água é adequado aumentar o consumo gradativamente. Ele sugere não esperar o corpo demandar, mas procurar beber um copo por hora.

Mas o cuidado com o excesso também é importante. “Não precisa exagerar. Quem bebe muita água pode ter baixa de pressão”, alerta o subsecretário da Defesa Civil do DF.

Além disso, é importante evitar atividades físicas entre 11h e 16h e se proteger do sol, evitando ficar em ambiente aberto durante muito tempo e sempre lembrando de passar o protetor. Em momentos de baixa umidade, o uso do umidificador também é recomendável.


Fonte: Jonas Valente – Repórter Agência Brasil


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