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Ji-Paraná(RO), 28/09/2021 - 19:33
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HISTÓRIA
Museu em Ji-Paraná recebe estrangeiros

Data da notícia: 2019-07-04 18:42:25
Foto: Assessoria/Divulgação
Vanilda dos Santos, atendente do museu, mantém um cronograma mensal de visitação específica aos estudantes de Ji-Paraná

Mesmo com as praças do parque ecológico e a exuberante natureza emoldurando os rios Machado e Urupá, o turista quando chega a Ji-Paraná tem um destino histórico certo: o Museu das Comunicações Marechal Rondon, localizado no centro do município. A entrada é gratuita das 8h às 17h de segunda a sexta-feira.
Em 2019, a maioria dos turistas estrangeiros visitantes do Museu das Comunicações é procedente da Espanha, Estados Unidos e Inglaterra.
“Alguns deles se expressavam em um português engraçado, mas com bastante habilidade, gestos e risos. Apresentamos a eles o acervo, explicando a importância do acesso à comunicação implantada por Marechal Rondon, no início do Século XX”, disse a atendente do museu, Vanilda dos Santos.
Turistas de quatro regiões brasileiras também já visitaram o Museu das Comunicações neste ano. Constam nos registros do museu as visitações de pessoas de todas as unidades federadas do Centro-Oeste (DF, GO, MT e MS) e do Sul (PR, SC e RS), e também representantes do Nordeste (BA e PE) e do Norte (AC, AM e RO).
“Os rondonienses são de todas as regiões, porém os estudantes de Ji-Paraná são maioria”, confirmou Vanilda, que mantém um cronograma mensal de visitação específica aos estudantes.
O prédio do Museu das Comunicações foi edificado por Marechal Cândido Rondon, com o objetivo de ser o ponto de apoio e base para a expansão da linha telegráfica de Cuiabá a Porto Velho, em 1914, quando foi inaugurado. A construção rústica em tijolo de adobe, telhas de barros e assoalho em madeira retirada da floresta está preservada.
No interior do museu, é possível apreciar cartas, fotografias, ferramentas, móveis, parte de um dos postes usados na transmissão de telégrafo, código de alfabeto morse, equipamentos utilizados na época, aparelhos telefônicos e caixa dos Correios, já que antes de se tornar museu o prédio acomodou as instalações dos Correios e do extinto Banco do Estado de Rondônia (Beron).
O museu ainda conta com um espaço destinado a exposição fotográfica contemporânea. No momento, há uma ampla mostra sobre a vivência e os trabalhos artesanais e culturais indígenas. Em outro espaço do prédio, é possível admirar o artesanato indígena dos povos Arara, Gavião e Zoró, que são as etnias remanescentes em Ji-Paraná.
Interligado ao Museu das Comunicações, o turista tem outro ponto importante a ser visitado e que trata sobre o registro da chegada de Marechal Rondon por Ji-Paraná. “É o marco localizado nas margens do rio Machado. Naquele local é que Rondon pisou pela primeira vez por aqui” detalha Vanilda Santos, explicando que Rondon atravessou o rio em uma canoa talhada em tronco de madeira. O Marco Zero fica há quinhentos metros do museu, no início da rua Dom Augusto.


Fonte: Assessoria


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