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Ji-Paraná(RO), 02/08/2021 - 03:53
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ALERTA
Fiocruz-RO orienta sobre riscos de transmissão da leptospirose

Data da notícia: 2019-03-08 17:42:34
Foto: Assessoria/Divulgação
Nesta época do ano, os casos da doença têm aumentado devido às enchentes

A leptospirose é uma doença infecciosa grave que tem relação direta com o aumento do nível dos rios. O principal transmissor da doença é o rato, desde que esteja contaminado. Nesse caso, a contaminação ocorre de forma direta, mas há outras formas de transmissão da leptospirose, como orienta Juan Miguel Villalobos-Salcedo, pesquisador em Saúde Pública e médico do Centro de Pesquisa em Medicina Tropical de Rondônia Cepem.
Segundo ele, “a transmissão da leptospirose também pode ocorrer de forma indireta quando a urina do roedor entra em contato com a água ou alimentos que estão em contato com o homem”.
Além disso, o médico alerta para o alto de risco de contaminação, em casos específicos, como aqueles em que os profissionais atuam diretamente em locais que concentram a presença de roedores. “Existem ofícios de risco elevado para a contaminação da leptospirose, como médicos veterinários, garis e trabalhadores de canais de esgoto”, reforçou. Há ainda o risco de contágio em espaços recreativos, quando a pessoa entra em contato com água ou locais contaminados.
A leptospirose é transmitida pela bactéria leptospira presente na urina de ratos, e pode penetrar no corpo pela pele lesada, por meio das mucosas, região dos olhos, boca e nariz, ou ferimentos expostos. Najla Benevides Matos, microbiologista da Fiocruz-RO, reforça a necessidade de manter o cuidado em áreas vulneráveis, ou ambientes que não contam com um mínimo de estrutura em saneamento básico. E nesse momento, principalmente, em que várias cidades de Rondônia enfrentam situações de cheia dos rios, os cuidados devem ser redobrados.
“Em Porto Velho, esses problemas vêm se agravando devido à enchente. Casas são alagadas e as pessoas, na necessidade de protegerem os seus bens, entram em contato com essa água contaminada e ficam expostas a esse microorganismo”, explicou a pesquisadora.
Para diminuir os riscos de transmissão da doença em locais de enchente, é necessário evitar o contato direto com a água parada e cuidar da água usada para o consumo. Também é preciso manter os animais domésticos vacinados contra a leptospirose.
No estado, em 2018, foram confirmados, segundo a Agevisa, 27 casos de leptospirose contra 22 em 2017. Em Porto Velho, o Centro de Medicina Tropical de Rondônia (Cemetron) realizou neste ano, em janeiro e fevereiro, oito notificações. Dois casos foram descartados e os demais estão em investigação.


Fonte: Assessoria


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