CP - Parque Serra dos Reis recebe visita do secretário da Amazônia
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VALE DO GUAPORÉ
Parque Serra dos Reis recebe visita do secretário da Amazônia

Data da notícia: 2020-11-23 18:42:15
Foto: Assessoria/Divulgação
Gestor ambiental do Projeto Arpa, Darius Augustus e o secretário Joaquim Leite consultam o mapa com imagens de satélite
O sonho do ecoturismo no Vale do Guaporé não está mais tão distante da realidade. Ao visitar, na última semana, a sede do Parque Estadual Serra dos Reis, o secretário da Amazônia do Ministério do Meio Ambiente, Joaquim Álvaro Pereira Leite, acenou com apoio federal ao Governo de Rondônia na reestruturação desse reduto verde.

A coordenação do Parque está vinculada à Secretaria Estadual do Desenvolvimento Ambiental (Sedam), que tem apoiado a proteção integral às riquezas botânicas e faunísticas desse território de 36,44 mil hectares em Costa Marques (fronteira Brasil-Bolívia).

Nessa região, ainda é possível avistar onças-pintadas, macacos, tamanduás, cobras, lagartos, diversos pássaros, borboletas e demais insetos.

Em outubro de 2001, uma empresa de engenharia ajudou na viabilidade da co-gestão, instalando um conselho consultivo com representantes das comunidades locais. Paralelamente, criou um plano de sustentabilidade econômica, visando à recepção de visitantes, turistas, estudantes e público em geral.

Bem próximas ao parque estão as praias do rio Guaporé, onde se encontra o berçário de quelônios que a cada ano povoa as águas com filhotes de tartarugas (Podocnemis expansa) e tracajás (Podocnemis unifilis), oferecendo um dos mais belos espetáculos de reprodução animal do mundo.

O secretário visitou o Projeto Quelônios, uma iniciativa da comunidade ribeirinha representada pela Associação Comunitária Quilombola e Ecológica do Vale do Guaporé (Ecovale) em parceria com a Sedam e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA).

Até então, aves predadoras comem os ovos de tartarugas e tracajás a cada ano, enquanto contrabandistas furtam os próprios animais de seu hábitat natural para vendê-los a restaurantes ou para almoços e jantares clandestinos.

O prejuízo à fauna vem se acumulando. Alvo tão fácil quanta a tartaruga, o tracajá também se alimenta do plâncton fluvial, porém, põe menos ovos de 15 a 30 ovos a cada reprodução. Apenas 10% dos ovos são reproduzidos normalmente.


Fonte: Assessoria


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