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Bom dia! Segunda-feira, 19 / 02 / 2018
NOVA VISÃO
Doações de córneas aumenta em Rondônia

Data da notícia: 2018-02-02 11:18:40
Foto: Assessoria/Divulgação
Segundo Ariadne Ortega, o Banco de Olhos tinha apenas duas córneas disponíveis, enquanto 150 pacientes aguardam transplante
Com 97 transplantes realizados em 2017, pelo menos 14 a mais que em 2016, quando foram registrados 83, o Banco de Tecido Ocular Humano ou Banco de Olhos de Rondônia, em funcionamento há quase dois anos no Hospital de Base Ary Pinheiro, em Porto Velho, ainda enfrenta como principal desafio a falta de conscientização das pessoas quanto à importância da doação, principalmente para os que estão na fila de espera para voltar a enxergar. Foi o que afirmou a coordenadora do Transplante de Córnea do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, Ariadne Ortega, reforçando a necessidade de as pessoas comunicarem em vida o interesse pela doação, pois este procedimento só será possível depois se houver o consentimento dos familiares.
Ariadne lembrou que, desde dezembro do ano 2000, para ser doador de órgãos não é necessário mais constar em algum documento. Basta a pessoa manifestar o desejo aos familiares, pois são eles que irão consentir ou não a doação após a morte encefálica, geralmente depois de traumatismo craniano ou derrame cerebral. “O que ocorre é que 60% dos familiares abordados se recusam alegando motivos diversos, como não saber se era intenção do parente, questões religiosas, embora nenhuma religião restrinja esse ato”, disse a coordenadora.
Após o consentimento, o tempo médio para retirada da córnea é de meia hora, podendo acontecer em até seis horas após a parada cardíaca. Já o paciente começa a enxergar, “de forma embaçada” após ser retirado o tampão 24 horas depois da cirurgia. Mas nitidamente só entre três meses e um ano.
Do total de 53 doações feitas no ano passado, 2 foram em fevereiro, 6 em março, 3 e abril, 6 em maio, 6 em junho, 6 em julho, 9 em agosto, 8 em setembro, 6 em outubro e 3 em dezembro. Com relação aos transplantes, em janeiro foram 12, fevereiro (1), março (11), abril (9), maio (4), junho (4), julho (14), agosto (10), setembro (7), outubro (7), novembro (2) e dezembro (16). Neste mês de janeiro ocorreram 7 doações e 21 transplantes.

VANTAGENS

Apesar das dificuldades para captações, a coordenadora revelou que o Banco de Olhos apresenta mais vantagens, tanto para o paciente quanto para o estado, pois antes, quem necessitava de um transplante era encaminhado para Sorocaba (SP), permanecendo por vários dias longe da família, enquanto o estado tinha um custo estimado em R$ 15 mil, por paciente, com passagens, inclusive para acompanhantes; e casa de apoio. “Eles realizavam no mínimo três viagens. Uma para avaliação, outra para a cirurgia e a última para retorno”, explicou, completando que com o Banco de Olhos em funcionamento, o SUS repassa ao estado R$ mil por transplante e igual valor por doação.
A oferta de um serviço público de saúde com qualidade começou a avançar em Rondônia em 2014, quando o estado passou a realizar transplante de córneas através do SUS, e dois anos depois, em maio de 2016, o Banco de Tecido Ocular Humano recebeu autorização do Ministério da Saúde para avaliar e processar doações de córneas. O transplante é realizado em pacientes encaminhados por oftalmologistas ou pelo Pronto-Socorro João Paulo II, em caso de traumas.


Fonte: Assessoria


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