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Bom dia! Segunda-feira, 26 / 06 / 2017
ECONOMIA
Porto embarca primeira carga de madeira da Bolívia ao exterior

Data da notícia: 2017-03-24 10:24:45
Foto: Esio Mendes e Rafaela Schuindt
O Porto Público é local estratégico para escoar produção, afirmou Daniel Pereira
(Da Redação) Antuérpia, na Bélgica, é a primeira cidade no exterior a receber madeira proveniente da Bolívia despachada no Porto Público de Porto Velho, uma inédita operação que marca o início de um projeto de se adotar um corredor de exportação de produtos daquele país andino, utilizando-se da estrutura portuária da capital de Rondônia, ao invés dos portos de Arica no Chile e de Matarani, no Peru.

?O porto de Porto Velho é estratégico para escoar a produção brasileira, da Bolívia e também do Peru, criando uma integração latino-americana a partir da nossa capital?, destacou o vice-governador Daniel Pereira, que na tarde da última terça-feira (22) promoveu uma exposição das potencialidades do porto e atuação da empresa BDX Florestas.

Mediante contrato temporário firmado com a Sociedade de Portos e Hidrovias de Rondônia (SOPH), a empresa tem utilizado há pouco mais de um ano das instalações existentes no porto público para viabilizar a exportação de floresta plantada para o exterior.

Por ser o único alfandegado da região Norte, uma condição que envolveu esforços do governo de Rondônia, da Soph e de setores empresariais capitaneados pela BDX Florestas, o porto público de Porto Velho apresenta condições para encurtar distâncias na exportação de produtos da vizinha Bolívia.

O caminho das 28 toneladas de madeira armazenada em contêiner já vistoriado, fiscalizado e lacrado no porto pela Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal totalizou da Bolívia até Porto Velho 330 quilômetros.

?Seriam 1.700 quilômetros se fossem até o porto de Arica, no Chile ou 2.700 para o porto de Matarani, no Peru, e tem de cruzar os Andes, com carga limitada. Os bolivianos estão eufóricos com a rota que pode consolidar a exportação pelo porto de Porto Velho?, disse o diretor Comercial da BDX Florestas, Dario Lopes.

Por sua condição de área alfandegada, o porto público está sujeito ao controle aduaneiro das autoridades, o que facilita o percurso dos produtos por ele escoados para o exterior.

A carga de madeira enviada pela BDX Florestas irá agora de balsa até Manaus, mas lá não passará por controle algum, apenas transferida para um navio, rumo ao exterior.

?Isso possibilita resolver o problema do transporte de cargas do Peru vindo para Porto Velho. Antes, esse produto iria primeiro via Canal do Panamá, ia para Santa Catarina e vinha de carreto para cá, ficando três ou quatro vezes mais caro do que enviado diretamente a nós, que podemos comprar e vender produtos para o Peru?, completou Daniel Pereira.

O coordenador de Gestão Portuária da Soph, Edemir Monteiro Brasil, fez uma exposição para empresários, deputados e para setores da imprensa sobre a evolução da atividade portuária pública na capital.

Ele acredita no projeto de abrir um corredor de exportação a partir da Bolívia em razão da menor distância. ?Hoje as cargas da Bolívia saem até São Paulo para dar volta no Atlântico, pegar o Pacífico no Panamá, ir para o Peru ou Chile, isso é um absurdo.?

Há no porto público, área com 220 mil metros quadrados, um subaproveitamento do espaço. Dessa área, apenas um quinto está sendo utilizada, ou seja, 50 mil metros quadrados. A BDX Florestas, segundo Edemir Monteiro, ocupa sete mil quadrados a partir de um contrato temporário firmado com a SOPH, por 18 meses, prorrogáveis por igual período.

Estiveram na sede administrativa da Soph para a exposição os deputados Maurão de Carvalho, presidente da Assembleia Legislativa, Léo Moraes e Lebrão; dirigentes da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero) e empresários.


Fonte: Mara Paraguassu ? Assessoria


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