ARTIGO Geoengenharia para resfriar o planeta Data da notícia: 2026-08-11 10:28:55
Foto: Arquivo Pessoal
Mario Eugenio Saturno (fb. com/Mario.Eugenio.Saturno) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), pós-graduando em Patrística pela UniItalo e congregado mariano.
A insanidade humana impede nossa civilização de enxergar o óbvio: estamos destruindo o planeta! O cientista Clair Patterson já derrotou o poderoso cartel do petróleo salvando a humanidade da contaminação do chumbo. Hoje, o cartel convence cidadãos de que não existem mudanças climáticas, semeando em muitos cidadãos, através de políticos que seguem a cartilha nazista, um falso patriotismo e nacionalismo, o ódio aos cientistas do clima, a ignorância, e a devoção ao petróleo... A arrogância será o início de sua destruição! (Provérbios 16,18, tradução livre do grego koiné)
Enquanto isso, cientistas do mundo todo procuram alternativas para resfriar o planeta, como imitar o efeito de grandes erupções vulcânicas, que resfriam a Terra, provocando invernos calamitosos eventualmente. É o que nos revela um levantamento da revista MIT Technology Review.
A Universidade de Chicago criou a Iniciativa de Engenharia de Sistemas Climáticos (CSEi), em 2024, sob a liderança do proeminente cientista de geoengenharia David Keith. Jim Franke, cientista da Universidade de Chicago apresenta um esboço de um avião não tripulado que voaria a 20 km de altitude, mais alto do que os jatos comerciais voam, isso é tão alto que é possível ver a curvatura da Terra. Aí na estratosfera o ar é muito mais rarefeito, 5% da densidade próximo do solo, o avião liberaria materiais que possam refletir a luz solar de volta ao espaço, reduzindo a temperatura do planeta. Essa é uma das técnicas de geoengenharia solar.
Eventualmente, erupções maciças de dióxido de enxofre e outros compostos na estratosfera, convertem-se em partículas que espalham a luz solar. Centenas de estudos nas últimas décadas sugeriram que uma tentativa humana de imitar esse mecanismo funcionaria rápida e eficientemente nos limites dos modelos climáticos.
Existem algumas dificuldades enormes, a começar pelas próprias simulações computacionais que são aproximações de como o mundo real funciona. Ainda não temos aeronaves capazes de transportar as cargas necessárias às altitudes necessárias e não se sabe como liberar material para que a maior parte se transforme em aerossóis refletores minúsculos em vez de se aglomerar e cair do céu. E qual substância usar que traga segurança, baixo custo e eficácia?
Uma nova organização sem fins lucrativos de São Francisco, Reflective, trabalhou em um cenário para 2035, pulverizar dióxido de enxofre ou sulfeto de hidrogênio, gases que deveriam se converter em aerossóis refletores na estratosfera, perto dos Polos Norte e Sul, esperando reduzir as temperaturas em 0,1° C, reduzindo uma fração dos aproximadamente 1,4° C de aquecimento mundial que ocorreu desde o início da era industrial. Em tese, é possível reduzir as temperaturas em 2° C nas partes mais ao norte e ao sul do planeta até 2040, a um custo de US$ 35 bilhões.
Existem ainda outros estudos regionais que podem ter consequências globais. Está na hora do Governo Federal, do Congresso e das Forças Armadas colocarem nas agendas e começarem a estudar seriamente o problema.